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O Carteiro e o Poeta (Il Postino, 1994)
Eis mais uma surpresa italiana: o fantástico O Carteiro e o Poeta. Admito que não sou um grande fã por filmes europeus, mas quando se trata especificadamente dos italianos, aí a história é outra. Também não posso dizer que sou entendido em filmes de tal nacionalidade, pois confesso que nunca vi um grande número de obras de Fellini, Rosselini ou De Sica, mas do cinema italiano moderno, que engloba "Cinema Paradiso" (já comentado), "A Vida é Bela", o não italiano mas dirigido por um "A Lenda do Pianista Mar" de Giuseppe Tornatore, são filmes espetaculares, divinos... e esse O Carteiro e o Poeta não foge a exceção. Brilhante! O roteiro, atuações, trilha sonora, direção, cenografia...
Mesmo possuindo um diretor americano, Michael Radford, o que deixa de ser algo completamente de autenticidade italiana (assim como Noiret, porém este já fez o maravilhoso Cinema Paradiso e se saiu muito bem), o filme é perfeitamente elaborado, com cenas que vão ficar para história. E sim é um trabalho muito bom do diretor, que não está lá apenas para fazer número. Não posso dizer que aplica seu estilo de filmagem, pois este é o único filme vi dele, mas posso dizer que esse filme tem um estilo próprio.
Vamos a história: Pablo Neruda, famoso poeta chileno, é exilado do país de origem por ser um ativista comunista, tendo de se refugiar em uma pequena cidade (leia-se vila) italiana, onde todos são analfabetos. Quando chega a esta localidade, chegam também correspondências, e é nisso que Mario Ruoppolo, infeliz pescador, entra. Ele se torna o carteiro particular de Neruda, e nisso nasce uma amizade.
O filme conta com um roteiro excelente, que só mesmo vendo para entender, pois é algo muito difícil de dizer. Mas há cenas, além da final (uma das mais emocionantes da história do cinema), que nos faz encher de orgulho por estar assistino uma obra como essa. Cenas como em que Mario quer aprender a ser poeta, que ele vê Beatrice, que Pablo vai embora, entre outras. E diálogos fantásticos. Que chegam a arrepiar, que fora do contexto do filme se tornam banais e piegas.
Massimo Troisi (Mario Ruoppolo) está numa excelente performance, tendo tido uma merecida indicação ao Oscar. Uma pena ele ter morrido um dia após a conclusão do filme, o filme que ele lutou a vida inteira para fazer e não pode ver seu resultado. Mas obrigado Massimo por esta excelente obra. Philippe Noiret é um ator muito bom e carismático, seu Pablo Neruda carrega algo traços de Alfredo, mas continua original. Os outros em cena estão bons, mas nenhum que mereça destaque.
A trilha sonora de Luis E. Balacov é linda, trazendo consigo influências de Ennio Morricone, a música é carregada de emoção, trazendo um compositor inspirado. Cenografia, fotografia e tudo é demais. É uma experiência única apreciar um filme tão bom. Assistam!!
Escrito por Gabriel Carneiro às 13h35
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Shrek 2 (Idem, 2004)
Shrek 2 é um filme engraçadíssimo. Seguindo a mesma fórmula do primeiro "Shrek" (que acho superior a sua continuação), Shrek 2 utiliza-se de piadas ao cotidiano, tirando sarro dos clichês cinematográficos de dos contos de fadas (além de Hollywood). Provavelmente irá ganhar o Oscar de Melhor Animação deste ano, apesar de botar muita fé na outra animação da Dreamworks "Shark Tale" (ou como será conhecido no Brasil, com um título ridículo que recuso utilizar: O Espanta Tubarão). Desde que Shrek entrou em cena, não houve uma animação sequer que o tenha superado (pelo menos não uma animação blockbuster - leia-se Disney, Fox e Dreamworks - pois acho A Viagem de Chihiro superior), e este consegue a proeza de revolucionar o conceito de personagens digitais.
Shrek e Fiona acabam de voltar de lua de mel quando recebem uma mensagem do rei de Far Far Away, pai de Fiona, querendo uma visita de sua filha com seu respectivo marido. Shrek receoso acaba sendo convencido por Fiona. Então partem ele, Fiona e o Burro. Lá, espantados o rei, contrata um matador de aluguel (O Gato...de Botas) para matar Shrek e fazer Fiona se casar com o Príncipe Encantado. Pois fazia parte de um plano com a Fada Madrinha, que faria Fiona deixar de ser uma ogra.
O roteiro é excelente, com boas sacadas. O visual está mais detalhado e mais bonito. A trilha sonora é excelente, muito superior ao primeiro filme. É diversão de primeira, sem sombra de dúvidas.
Mas vamos ao grande atrativo do filme: as personagens. Shrek é engraçado, mas sozinho jamais conseguiria sustentar o filme, assim como Fiona. Para isso existem coadjuvantes. Eddie Murphy mais uma vez rouba a cena com o Burro, para mim o personagem mais engraçado disparadamente. Ele é o bobo, ingênuo, patético, cômico, irônico e irritante animal falante. Provavelmente a melhor interpretação de Murphy. O novo personagem que rouba parte das cenas é o Gato de Botas, feito por um inspirado, metido a latin lover, Antonio Banderas. O seu olhar é uma grande sacada: Shrek - "Vamos ficar com ele? Olhe para ele com suas botinhas.", conquista a todos. O Principe Encantado também é muito engraçado, utilizando-se da idéia de mau-perdedor junto com vingativo. Além do biscoito (e biscoitão), pinóquio e 3 ratos cegos. Uma pena Lord Farquaad (John Litgow) ter morrido no primeiro no primeiro longa, ele também era muito cômico.
Vejam o filme legendado, vale muito a pena - poderão conferir Antonio Banderas e Eddie Murphy em excelente forma, e ficarão longe do "Fala sério!" do Bussunda - e como provavelmente todos já falaram, fiquem até o fim dos créditos - a cena do Burro é muito boa, ele cantando "All By Myself" mesmo que por um curto período é impagável. Vejam, divirtam-se e deêm bastantes risadas. Só de lembrar do Burro como Alazão me dá vontade de ver o filme de novo.
ABCine
É com grande prazer que anuncio que a partir de hoje sou um mebro do ABCine (Academia de Blogs de Cinema), um site sobre cinema que tem como membros blogs de cinema. Com um fórum aberto para discussões de todos os tipos, uma lista dos cem melhores filmes de todos os tempos feita pelos 20 membros iniciais. O ABCine foi inaugurado dia 10 de junho deste ano, e onze dias depois recebo a resposta de que fui aceito na Academia. Entrem, visitem, comentem no fórum e se divirtam. O site ainda está a aceitar novos membros, mais informações no site.
Escrito por Gabriel Carneiro às 22h47
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Cinema Paradiso (Nuovo Cinema Paradiso, 1989)
O que dizer de Cinema Paradiso, que é o melhor filme italiano já produzido e um dos melhores de todos os tempos, que é o melhor filme já feito sobre cinema, que foi injustiçado no Oscar por só ter ganhado o de Melhor Filme Estrangeiro, e não ter arrebatado Oscars que nem sequer foi indicado, como Filme, Direção, Ator, Roteiro, Trilha Sonora entre outros? Não há necessidade de dizer, pois todos que viram o filme já sabem, e quem se interessa pelo filme também. Sim, Cinema Paradiso é tudo isso e mais um pouco. É de fato merecido um dos favoritos de quase todos que assistiram e se deleitaram com a vida de Totó e de seu amigo inseparável na juventude, Alfredo.
Uma fábula magnífica e emocionante contado esplendorosamente pelo ótimo diretor italiano Giuseppe Tornatore, que depois de concluir sem sombra de dúvida sua obra-prima e um dos melhores filmes de toda história do cinema, faria ainda o grandioso "A Lenda do Pianista do Mar" e o ótimo "Malena". Tornatore provavelmente é o melhor diretor italiano da atualidade, e como seus filmes são baseados em roteiros próprios, Tornatore consegue fabulosamente transmitir a sensibilidade e emoção de cada personagem, e em nenhum momento o filme se perde, sempre contínuo e igual, a história ruma a dificuldade da vida, e como ela não é fácil como um filme. É o filme que passa mensagens para uma vida sem cair em clichês e na pieguice. Com uma direção suave e nunca histérica, ele desenvolve uma história de vida simples e emocionante.
Salvatore di Vitto (Salvatore Cascio) é um cineasta bem sucedido que recebe um telefonema de sua mãe, dizendo que Alfredo (Philippe Noiret) havia e morrido e seu funeral seria no dia seguinte. Ao receber a mensagem, começa a se lembrar de sua juventude na pequena cidade Giancaldo, onde começou a amar o cinema pelas mãos do projecionista do Cinema Paradiso, Alfredo. Passando por diversos problemas, e crescendo com sempre Alfredo como seu grande amigo e influência, até mesmo quando encontra Elena, sua primeira paixão. Totó era seu apelido e sua cidade fora esquecida por sua pessoa, pois não voltava fazia trinta anos.
Aplaudam Philippe Noiret, ele fora dublado, pois não fala italiano, somente sua língua nativa, o francês, e mesmo não tendo a liberdade de falar, consegue nos presentear com uma inesquecível atuação. Encarna perfeitamente o bom senhor Alfredo, uma pessoa maravilhosa e osso duro de roer. Ele é o grande atrativo nas atuações, mas Totó em todas suas fases está bem, principalmente quando criança, vivida por Salvatore Cascio, numa bela interpretação, com vivacidade e paixão, ele é uma figura marcante, sempre com destreza e fulgor. Todos estão bem desde Padre Adelfo a Elena, vibrantes, apaixonantes, transmitindo uma sensibilidade fora do comum, o que faz com que nos identifiquemos neles.
Aplaudam também, Ennio Morricone, o compositor deste filme. Ele consegue acompanhar perfeitamente, além de dar uma maior emoção ao filme. Esta é sua melhor trilha sonora, ao lado de "Era Uma Vez na América", assim como a de "Era Uma Vez no Oeste" e "A Lenda do Pianista do Mar", que são maravilhosas, mas não as melhores, e sim as segundas (apesar de ainda preferir "A Lenda do Pianista do Mar" a "Era Uma Vez no Oeste"). Mas há uma coisa com Ennio Morricone, ele só consegue fazer trilhas excepcionais, e não há dúvida de sua capacidade e de que é o melhor compositor de trilhas sonoras ainda vivo.
Destaque também, para, vejamos... para tudo. O filme é perfeito, não há nada de ruim, tudo está perfeitamente sincronizado, os cenários, figurinos, tudo que é técnico. Sua notoriedade, clareza, beleza, brilhantismo... Tudo em relação ao filme está muito bem, não há quem possa dizer algo negativo do filme, e quem disser algo negativo do filme, é que não soube compreende-lo e é completamente insensível.
A perfeição das cenas faz com vivamos os acontecimentos ocorridos, quem nunca pensou, estar no lugar de Totó enquanto ele esperava a decisão de sua amada, ou quando andava na bicicleta de Alfredo. Sempre a magnitude passada pelos acontecimentos do filme deixa aquele gosto de quero mais, e quem não se emociona nas cenas finais, e nos rolos deixados por Alfredo? Palmas para todos que participaram do filme. Vejam este filme, é lindo e impossível de não se gostar. Um dos meus filmes preferidos.
Escrito por Gabriel Carneiro às 16h16
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Amor Além da Vida (What Dreams May Come, 1998)
Vida após a morte é algo grandioso, muito difícil de se transpor para as telas, e poucos cineastas conseguem realizar bem esta tarefa. Mas quando se fala de amor após a morte, como são longos seus caminhos para chegar nele e que o paraíso é o que sempre sonhamos, suas exatas imagens, o tornam ainda mais complicado. E foi isso que fez deste filme uma nova experiência para todos espectadores. A grandiosidade das cenas, a magia, e a possibilidade de você ser feliz para sempre, em qualquer lugar e tempo. O tempo voa, a emoção e a intensidade afloram em seu rosto, a magnitude e o drama são experimentados, parecendo que você faz parte da obra envolvente. É um grande filme.
Vincent Ward conseguiu isso, mesmo sendo um diretor desconhecido, executou um fabuloso filme, agregou excelentes visões de como seria o céu e o inferno...Que a vida mesmo acabando no plano físico, ela permanece no plano espiritual, e que ela pode ser melhor ou pior. Com boas sacadas, e boa condução de câmera ele dá uma boa perspectiva que é ajudado pela tecnologia. Os bons focos durante o filme permitem que nós entendamos bem os sentimentos das personagens. Com grande prazer se é visto a estratégia de busca, e amor puro e platônico na tela, o filme não cai nos clichês do gênero. Uma grande vantagem para com os "rivais".
Robin Williams é um médico que sofre um acidente e morre. Sua bela esposa Annie (Annabella Sciorra) perturbada com a morte de seus filhos se abala mais ainda com a morte de Chris (Williams) e se suicida. Este é o ponto de partida. A partir daí, o filme cai num grande obstáculo para salvá-la. Contando com a ajuda de Max Von Sydow e Cuba Gooding Jr., o filme se desenrola para o abismo de tensões que acontecerá. O que acontecerá? Chris conseguirá atingir seu objetivo? Mas essa não é a real intenção de Ward, ele quer mostrar como a fervura de um amor é capaz de transcender barreiras, não importando qual seja, e é isso que Chris faz por Annie. Esse é o verdadeiro amor, onde uma pessoa faria de tudo pela outra, até cruzar o inferno e enfrentar diversos desafios.
O filme não se destaca pelas atuações, tendo atuações singulares, porém razoáveis - com exceção de Williams em um dos seus melhores papéis de sua carreira, com carisma e sensibilidade, e mesmo não sendo um galã, um dos grandes papéis românticos que eu já vi, e Max Von Sydow, sempre em ótima forma, sendo o mais convincente possível, tendo atuações assim somente em "Pelle - O Conquistador" e "Minority Report" - e sim pelo enredo que prende você a tela, pelo belíssimo visual e pela grande quantidade de emoção que transpassa da tela para o espectador. Pois Annabella Sciorra é uma atriz um pouco fria, o que a torna algo distante e não tão envolvente quanto Williams, e Cuba Gooding Jr. é ator de momento, são poucas suas interpretações realmente boas, na maioria das vezes está um canastrão, e não é nesse filme que isso foge à risca. O filme é um pouco irregular, mas nada que estrague o desempenho deste filme único, sendo um dos meus preferidos.
Tecnicamente o filme é perfeito, com um belo cenário, e excelentes efeitos visuais (a cena em que Williams corre pelas flores da pintura da pintura da esposa é umas das cenas mais emocionantes do filme... e tudo isso se dá aos belos efeitos ganhadores do Oscar) que merecem uma atenção redobrada, é um dos grandes achados do filme, que se mostra mais belo visualmente que muito filme de fama e renome. A fotografia principalmente, e a trilha sonora também se destacam bastante. A singularidade das cenas, adicionada a brilhantes atuações e cenários faz este um dos melhores filmes da década. Este filme que não fez muito sucesso de bilheteria nem de crítica e foi totalmente subestimado, tendo pouco reconhecimento.
Infelizmente a Academia não aprecia filmes com essas temáticas menos convencionais, ainda mais se na mesma década já havia indicado "Ghost - Do Outro Lado da Vida" a diversos Oscar em 1990, inclusive Melhor Filme. Não que se assemelhem, o enredo é completamente diferente um do outro, mas suas temáticas mostrando vida e amor após a morte é a base dos dois filmes, mesmo que Amor Além da Vida seja muito superior em tudo em relação a "Ghost". Mesmo assim, pegou duas indicações ao Oscar: Melhor Direção de Arte e Cenário e Melhores Efeitos Visuais (que ganhou).
Eu recomendo este belíssimo filme, que emociona em muitas cenas, e mostra que mesmo ao fim da vida a chama do amor continuará, não importa o que aconteça esse amor e paixão durará mais que tudo. Maravilhoso!
Escrito por Gabriel Carneiro às 19h46
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Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Harry Potter and the Prisioner of Azkaban, 2004)
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é o terceiro filme da franquia Harry Potter, que foi foi escrita por J.K. Rowling. Uma franquia milionária sem dúvidas, não só nos livros, mas como no cinema, Harry Potter conta a história de tudo que nós não fomos quando jovens e queríamos ter sido. Uma grande fábula, que envolve bruxaria, magia, grandes mistérios e principalmente heróis crianças/adolescentes. Concordo que isso é ou foi a grande fantasia de toda criança/adolescente, e J.K. Rowling e a Warner se aproveitaram disso para transformá-lo numa maneira fácil de se conseguir dinheiro. Como já entrei em argumentações sobre o filme em outros blogs (assim como nesse), irei agora ressaltar: eu não acho Harry Potter 3 o melhor da franquia, não acho que é tudo aquilo que especulou-se ser, e não vi grandes diferenças no aspecto "sombrio". Ainda acho o segundo filme o melhor, e esse empata com o primeiro em qualidade. Digam o que disser, até que eu reveja esse filme minha opinião será a mesma, até se eu rever ela pode continuar assim... mas enfim, gosto é gosto como diz Paulo do blog Cinelândi@.
Alfonso Cuarón provou ser excelente diretor, e conseguiu uma grande chance em Hollywood: dirigir Harry Potter 3. Não nego que ele é melhor diretor que Columbus (apesar de gostar dos filmes dele), mas Cuarón não conseguiu passar sua essência ao filme, presente em seus anteriores. Acho que a pressão que botam em cima de um filme tão popular e lucrativo é tão grande que ele preferiu seguir um caminho mais seguro, sem muitas arriscadas, o que poderia ter tornado o filme mais interessante.
Harry Potter está no terceiro ano da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Quando está a voltar de férias, um perigoso bruxo, Sirius Black, foge da prisão Azkaban (uma espécie de prisão de segurança mais do que máxima). E justamente Sirius era um grande amigo de "você-sabe-quem", e está de volta para terminar o que "você-sabe-quem" começou: matar Harry Potter.
O elenco é o melhor dos três. Daniel (Harry) está muito mais amadurecido e convincente, assim como Rupert Grin (Rony) e Emma Watson (Hermione). Coonseguem segurar o filme, já que este voltado nos três adolescentes. Mas são sem dúvida os coadjuvantes que robam todas cenas em que estão presentes (sendo assim, mal utilizados, já que aparecem pouco). Gary Oldman, mais uma vez perfeito, só que desta vez como Sirius Black. Oldman é perfeito para qualquer vilão, ninguém faz papel do "cara mau" como ele. Outro que não fica atrás é Alan Rickman como Professor Snape, também perfeito. Maggie Smith, um excelente atriz tem apenas uma minúscula aparição e Emma Thompson, está caricata demais. Outra pessoa que merece destaque é David Thewlis (Professor Lupin), que já tinha demonstrado talento no ótimo "Assédio" de Bernado Bertolucci. Uma personificação que eu não gostei foi de Michael Gambom, é uma pena Richard Harris não estar mais entre nós e nos presentear com excelentes atuações. Gambom não combina com a imagem psicolóciga de Dumbledore... simplesmente não combina... saudades de Harris.
Tecnicamente sim, o filme mostra grandes avanços. A trilha sonora de longe a melhor, contando com um John Williams realmente inspirado. A cenografia e fotografia mais bonitas, mas não tão mais sombrias. Maquiagem, tudo... visualmente impecável. Mas existe uma exceção, os efeitos visuais à la Scooby Doo, que me incomadam profundamente. São feios, mal feitos... dá para perceber nitidamente que é computação gráfica (coom três exceções: Hipogrifo, Noitebus e Dementadores).
O filme é bom, prazeroso de se assistir (apesar de ter certas cenas cansativas), conta uma boa história. Mas quando o assunto se trata de Harry Potter sou um leigo assumido, não li os livros... não me interessei... apenas conferi os filmes. Mas de acordo com quem leu o livro (que é considerado o melhor pelos fãs), o filme desaponta pois grande parte do livro foi cortada, inclusive cenas que poderiam ser consideradas importantes para os próximos filme da série. Além do fato de certos seres estarem diferentes da caracterização do livro.
Concluindo, o filme é agradável, merece ser conferindo. Mas não espere muito, não é tudo que todos falam, é apenas um bom divertimento, com uma história bonitinha...que tem seres interessantes (o Hipogrifo), mas nada mais. Três estrelas nem mais, nem menos.
Escrito por Gabriel Carneiro às 19h58
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Drácula de Bram Stoker (Bram Stoker´s Dracula, 1992)
Drácula de Bram Stoker é um filme único. Coppola transformou um livro, que já era fantástico, num filme ainda melhor. Sim, o filme é melhor que o livro, muito melhor... isso ocorre justamente ao filme ter o elemento que o torna tão maravilhoso que não tem no livro: a incrível e bela história de amor entre Drácula e Mina, um romance que atravessa qualquer inimigo, inclusive o tempo...convenhamos, quatro séculos é um bocado de tempo. Eu acho esse filme sensacional, só consigo ver dois defeitos nele: 1 - Eu acho que falta cenas de romance entre os protagonistas, mas eu falo de cenas com a mesma intensidade das cenas da rua ou do absinto. 2 - Keanu Reeves e Winona Ryder.
Não podemos negar que Francis Ford Coppola é um gênio e muito menos que ele é um dos maiores diretores de todos os tempos. Não deve ser fácil conceber obras tão diferentes e colocar seu próprio elemento surpresa nele, que o torna tão fantástico. Vide a "Trilogia - O Poderoso Chefão", "Apocalypse Now" e o próprio Drácula de Bram Stoker, suas temáticas não tem nada em comum, mas todos tem o mesmo elemento chave (não sei qual é, ou o que é, mas está lá presente). Ele consegue no simples fator de percorrer com a câmera em cena, trazer a intensidade das personagens. Trazendo uma mensagem, que está por trás de toda concepção do que é o verdadeiro amor. Segundo a minha opinião, concluído de Drácula, o verdadeiro amor é aquilo que almas gêmeas sentem um pelo outro e nada vai modificá-lo: não é o tempo, a morte, a geração ou mesmo o corpo em que se vive; tudo é baseado na simples sensação de prazer de saber quem é essa pessoa, e que ela é mais importante que tudo que existe ou jamais existiu. Sim, o amor de Drácula consegue ser maior que isso que eu escrevi, muito maior. É difícil expressar algo tão profundo...
Mas, voltando ao filme: Drácula é um ser condenado pela trevas por se rebelar contra Cristo. Johnatan Harker vai até a Transilvânia vender os terrenos ao Conde, porém lá Drácula descobre que o amor de sua vida, Mina, é a noiva de Harker. Acabando numa empreitada para recuperar seu amor, Drácula prende Harker em seu castelo e vai para Londres, onde tem que superar obstáculos.
Gary Oldman está no papel de sua vida, fugacidade, paixão, intensidade, profundidade são algumas das caractrísticas que se pode alegar a ele. Fantástico. Anthony Hopkins como Van Helsing, esse sim é o verdadeiro Van Helsing, não aquele mercenário patético de filme de mesmo nome. Hopkins mais uma vez mostra como se atua, é o cara que não importa que papel faça, se sobressai (neste filme se sobressai, menos nas cenas com Oldman). Agora vem o problema: os apáticos Keanu Reeves e Winona Ryder; não existe química entre eles e ninguém mais do elenco, não quer dizer que eles estejam tão ruins quanto Orlando Bloom em Tróia, mas a presença deles passa-se por despercebido. Poderia ter sido escolhido atores melhores para essas personagens.
Tecnicamente o filme é perfeito, e quando falo perfeito não é uma hipérbole, é a pura verdade. O figurino, a direção de arte, a trilha sonora, a fotografia, a maquiagem... tudo, não tem o que se reclamar das perfeições das cenas, são simplesmente estonteantes de se ver. Vejam a cena da rua, do último encontro em Londres de Mina e Drácula, entre outras. Perfeito... e o prólogo, chega a ser antagônico.
Bom, acho que é só... porque se eu fosse continuar a falar do filme esse post seria interminável, pois é um filme que cada cena merece uma análise, e não generalizada, como eu fiz... mas espero que seja válida e esteja ao patamar dos fãs do filme.
PS: Este comentário é dedicado a Raphael que me importunou desde a criação do blog, até o último post para fazer uma crítica de Drácula de Bram Stoker, seu filme preferido.
Escrito por Gabriel Carneiro às 18h46
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Filmes vistos em Maio
Legenda: revistos
- Kill Bill Vol.1
- De Volta Para o Futuro
- As Bicicletas de Belleville
- Frankeinstein de Mary Shelley
- De Volta Para o Futuro II
- De Volta Para o Futuro III
- Diários de Motocicleta
- O Homem Elefante
- Tróia
- Daens - Um Grito de Justiça
- O Advogado do Diabo
- Coração Satânico
- Animatrix
- Voltando a Viver - Antwone Fisher
- O Despertar de um Homem
- Tubarão
- Invasão de Privacidade
- Spider - Desafie Sua Mente
- Doidas Demais
- Cidade dos Amaldiçoados
- Penalidade Máxima
- O Dia Depois de Amanhã
- A Mosca
- Drácula de Bram Stoker

Melhores filmes:
1 - Tubarão (Jaws, 1975)

2 - Drácula de Bram Stoker (Bram Stoker´s Dracula, 1992)
3 - O Homem Elefante (The Elephant Man, 1980)
Piores filmes:
1 - A Cidade dos Amaldiçoados (Village of the Damned, 1995)
2 - Invasão de Privacidade (Silver, 1993)
3 - Doidas Demais (The Banger Sisters, 2002)
Mês fraco para mim, apenas 25 filmes. Tentarei melhorar no próximo. Em breve comentário sobre o magnífico Drácula de Bram Stoker.
PS: Hoje faz exatamente um mês de Os Intocáveis no ar...Portanto o post de hoje será, digamos assim, comemorativo.
Escrito por Gabriel Carneiro às 19h28
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O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow, 2004)
O Dia Depois de Amanhã é um típico filme hollywoodiano feito para ganhar dinheiro e entreter o público. Essa fórmula já foi muito bem utilizadas em todos filmes catástrofes, como o fraco "Independence Day" e o divertido "Godzilla" (ambos de Emmerich) e os filmes sobre meteóros, "Armaggedon" e "Impacto Profundo" além de outros. Todos são extremamente patriotistas, colocando os EUA como os salvadores do mundo, e para mim isso nunca foi um problema, é apenas um filme para você curtir...apreciar visualmente e ocasionalmente dar boas risadas, não quer dizer que eu vá começar a idolatrar o país de Bush, minha opinião sobre tal será a mesma. Para quem tem uma opinião contrária a minha se identificará mais com esse, O Dia Depois de Amanhã, do que com os demais. Mesmo sendo uma pequena crítica a Bush, sobre não ter assinado o Protocolo de Kyoto, com toda aquela política de que a poluição traz riquezas, e é necessário para toda economia mundial e blá blá blá. Pelo menos é crível. Mas como todo filme desse gênero há uma certa necessidade de redimição, encarnado no patético-risível-clichê-piegas discurso final do Presidente Americano.
Eu, ao contrário de muitas pessoas não acho Roland Emmerich um péssimo diretor, eu gosto dos filmes dele, com exceção de "Independence Day"...Me surpreendi muito com "Godzilla", achando-o muito divertido. Adorei "O Patriota", e em minha opinião o provável meljor filme de 2000. E não foi nesse que ele repetiu o mesmo feito de "Independence Day", O Dia Depois de Amanhã é um filme que cumpre tudo o que promete. E o bom dos filmes de Emmerich que por mais que os diálogos não sejam de primeira, possui um acervo técnico impecável.
Uma fotografia espetacular, direção de arte fora de sério e efeitos visuais de deixar qualquer um de boca aberta, então já temos o vencedor do Oscar nessa categoria. São realmente primorosos, além da ótima trilha sonora. Vou mencionar novamente o caso "Hulk", que gastou porcamente 150 milhões de dólares enquanto este primorosamente 100 milhões. Falo assim pois ninguém espera desses filme um excelente roteiro, ou atuações espetaculares, o objetivo de ver esse filme é se arrepiar com as cenas. E esse consegue, até deixa a gente com frio no cinema... Coisa que "Hulk" não faz, a única coisa que sentimos ao vê-lo, além de ódio é descrença em si mesmo pór ter gasto 7 reais para ver um filme tão ruim.
Vamos a história: O aquecimento global tem provocado o derretimento das calotas polares. Isso tem feito com que ocorra uma terrível mudança climática no Hemisfério Norte, causando a mudança da tempuratura das correntes marítimas e a desanilização dos oceanos. O professor Jack Hall, previu isso e havia bolado um projeto que pudesse controlar a situação, mas como aconteceu antes do prazo, lhe faltou tempo. Numa trama paralela ao fim do mundo, Jack Hall vai atrás de seu filho em Nova York, onde ficou preso devido as tempestades e geleira. A era do glacial volta...
Dennis Quaid mais caricato impossível, completamente apático, e sem muitos destaques. Jake Gyllenhaal é um excelente ator, provado no fantástico "Donnie Darko", mas ele só brilhará de novo se derem para ele outro papel de pessoa perturbada, e não de menino bonzinho. Por isso que está apenas regular nesse filme, ele é que nem Edward Norton, precisa de espaço para suas atuações psicóticas que são memoráveis. Isso foi apenas uma comparação de estilos, tenho noção que Edward Norton é muito melhor ator que Gyllenhaal.
Outro grande fator do filme são os diálogos, não tem como não rir do grau em que é utilizado a pieguice e clichês. Acho que se não fosse esses risíveis diálogos, não teria me divertido tanto. Outra coisa do roteiro, que menor no contexto, é o pequeno romance que sempre tem que ocorrer no filme. E não pode-se falar que isso estraga o filme, porque graças a ele não haveria aquela mobilização para ir ao barco buscar medicamentos.
Concluindo, o filme é uma diversão de primeira, só não ir esperando algo político ou que possa mudar nossa vida. Ir para se divertir, apreciar a tecnologia cinematográfica atual, e curtir, dar boas risadas. E ver o mundo sendo destruído com estilo, ainda mais que cientistas americanos afirmam que há 50% de chances de isso oocorrer até o fim do século se continuarmos no mesmo ritmo de hoje.
Escrito por Gabriel Carneiro às 11h47
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